
Sob
o manto transparente da Democracia, o Povo Benfiquista conseguiu dois
objectivos em simultâneo – de uma forma categórica elegeu um insigne
Benfiquista e conseguiu evitar um assalto ao poder por gente muito pouco
escrupulosa.
Com
as piores ferramentas que os defeitos da Democracia proporcionam a bandalhos,
hipócritas e oportunistas, muitos elementos da lista B candidata às recentes
eleições do Sport Lisboa e Benfica, coadjuvados por mentores escondidos na
sombra e nos bastidores, sedentos de poder, autoconvenceram-se que num momento como
este, delicado e de grande fragilidade do Clube, poderiam abocanhá-lo,
tomando-o quase de assalto.
Num
universo de 40.085 votantes-sócios do SL Benfica, 33.754 disseram não ao aventureirismo,
ao divisionismo, às acusações gratuitas, às suspeições, às ameaças, às
coacções.
Os
truques desse grupelho foram mais que muitos. O desrespeito pelos dirigentes do
SL Benfica, começando pelos sórdidos ataques ao presidente-interino,
posteriormente demissionário – a tentativa desesperada de evitar a sua
candidatura a presidente efectivo numa assembleia geral extraordinária, tacticista
e mais selvagem que extraordinária, foi o expoente máximo dessa triste
bandalheira – demonstraram que não estávamos perante uma Oposição firme e credível,
mas sim dúbia e demagoga nos seus propósitos, protagonizada por uma pandilha de
justicialistas de ocasião e de alguns seres repugnantes que os Benfiquistas rejeitaram
através do voto físico quase imposto e exigido por eles em substituição do voto
electrónico. Afinal, em termos numéricos, estatísticos e eficientes veio a
confirmar-se que este era em tudo igual ou semelhante ao físico no que concerne
aos resultados finais eleitorais.
Ironias
da Democracia!
Os
Benfiquistas escolheram, elegeram um BENFIQUISTA, sinal de que um grande
jogador sempre fiel ao seu emblema - e uma equipa escolhida por si - pode
indubitavelmente ser o grande timoneiro de tão ansiadas vitórias e conquistas,
redimensionando uma Instituição de uma enorme grandeza já atingida, para um
novo patamar nunca antes alcançado.
O
sinal dado foi claro e inequívoco, não só ao Universo Benfiquista como também
aos seus adversários e inimigos.
Os
resultados finais de 84,48% para Rui Costa, “o tal candidato da lista A”,
segundo Benítez candidato da B – foi assim desta forma grosseira, desrespeitosa
e recorrente que este candidato se referiu ao adversário no debate entre ambos
na BTV – demonstram a confiança e a esperança no novo Presidente do Sport Lisboa
e Benfica e a rejeição da demagogia e do justicialismo perigoso, tipo
latino-americano, que nos conduziria a um novo pântano igual ao de há 25, 30 anos
atrás, épocas de Damásio e de Vale e Azevedo.
O
final do processo eleitoral, concluído com a tomada de posse de Rui Costa e da
sua equipa para este quadriénio, repleta de classe e magnanimidade, revelam já
um estilo de liderança merecedor dos maiores elogios. Por mim, os derrotados
não teriam direito a essas bondosas referências. Rui Costa foi magnânimo ao cumprimentar
e abraçar por duas vezes o seu quezilento adversário e ao elogiar a respectiva
equipa pela dura mas perigosa refrega eleitoral que protagonizaram. É que as
eleições não são meros truques tácticos como assembleias gerais extraordinárias
convocadas por recolha de assinaturas e compostas praticamente por uma populaça
aliciada, de detractores e agitadores, em que a representatividade dos sócios é
meramente residual em evidente contradição com uma resposta categórica de umas
eleições que, curiosamente, foram as mais concorridas da História do Sport
Lisboa e Benfica.
Portanto
não me venham falar mais em Democracia. A resposta foi dada. Nada mais há a
acrescentar.
A
lista B quis transformar a sua demagogia que já vem de há largos meses atrás,
na real Democracia. O Povo Benfiquista, também aqui decidiu rejeitar esse
processo fantasioso e falacioso. E aproveito esta parte do texto para
referenciar um sujeitinho, representante da lista B no debate pós-eleitoral na
BTV, que pelo que se constatou, é uma das eminências pardas e mentor do
grupelho, cujo comportamento verbal roçou a ridicularia e a habitual canalhice
dos ressaibiados nestes momentos em que constatam a sua derrota, ao referir-se constantemente e com
uma extensa verborreia ao passado recente do Clube, acentuando
a tónica nos processos judiciais, estatutos para trás, estatutos para a frente
e sempre recorrendo a desculpas e justificações esfarrapadas sobre os 12,24% de
insucesso da sua lista, nunca falando na UNIÃO DOS BENFIQUISTAS, apelando
sempre à tão estafada palavra democracia (dele) e lamuriando-se de que o acesso
do seu grupelho à CS foi sempre limitado por circunstâncias alheias. Nada de
assumir as suas incompetências nesta área específica. Mas quanto à “sua
democracia”, gostaria de saber se esse fulaninho também apela a assembleias extraordinárias
de empregados e colaboradores, e demais procedimentos democráticos no que
concerne à direcção, gestão e tomadas de decisão no management de TI da empresa de perfumes…
Uma
vergonha não saber perder e não ter a postura urbana que a solenidade do
momento exigia. A impressão com que muitos Benfiquistas do meu círculo de
amigos ficaram em relação ao Benfiquismo desse personagem foi péssima.
Mas
atenção. Mais habilidosos se perfilam para novo combate. A antiga rataria
geracional blogueira, uma praga infecta também conhecida pelas “viúvas do Silva”
que continua numa senda asquerosa a destratar tudo o que é Benfica, seja
passado ou presente, prepara-se para reabilitar essa triste figura, agora um
verdadeiro oráculo, que pela sua postura de então, teve um dos piores
resultados de sempre – 1,64% - de um candidato à presidência do SL Benfica. Se
nessa altura se tivesse autoproclamado assim, decerto que não teria tido essa amarga
desilusão. Mas bastará que o Benfica, especificamente na área do futebol sénior,
não venha a obter os resultados desejados e lá virão eles dizer que o Silva é
que é bom e que esteve sempre cheio de razão e que o Lopes foi um cobarde ao
esconder-se nestas eleições atrás da porta da casa-de-banho do gabinete da
presidência do Sport Lisboa e Benfica.
É
que esta corja mentecapta nem sequer se serve a si própria. O Afeganistão seria
o melhor local para desenvolverem todas as suas actividades subversivas. Olho
neles!
Para
terminar, formulo os meus votos de felicidades a Rui Costa e sua equipa. Que
continuem a fazer do Benfica um clube cada vez mais ganhador e que façam cada
vez mais felizes todos os Benfiquistas!