segunda-feira, 20 de julho de 2026

DE LIONEL PATAGÓNIA A NARCISO LAURISSILVA

Julho de um ano qualquer. Inverno sêco na América do Sul. Na aproximação à pista, através da pequena janela do 737-800 da Iberia, após muitas horas de vôo, vislumbrava, ao longe, num final de tarde frio, crepuscular, a luminescência da vibrante, cosmopolita e eterna Buenos Aires. Momentos depois, a aeronave pousava suavemente na pista principal do aeroporto internacional da capital argentina. 

De imediato, a minha fértil imaginação levava-me para uma das muitas milongas que proliferam pelos típicos bairros dessa gigantesca metrópole sul-americana.

À saída do terminal A, o das chegadas internacionais, esperava-me uma das minhas paixões de sempre. Alicia Romero, hoje CEO da subsidiária argentina de uma multinacional americana da área da cosmética. Os seus longos cabelos castanhos, a sua impecável maquilhagem, os seus olhos verdes-claros, os seus lábios sedutores delineados por um discreto bâton rouge-bordeaux contrastavam com um tailleur negro, cintilante. Al, como eu carinhosamente a tratava, estava simplesmente arrasadora! 

Ainda distante dela, ao ver toda aquela silhueta, dengosamente curvilínea, perpassou-me rapidamente pela memória, a inesquecível noite numa suite de um luxuoso hotel de Paris, onde completamente nua, dançava o tango à média-luz, somente com a minha écharpe de boémio sobre a sua cútis pura e sedosa, escondendo-lhe maliciosamente os seus belos seios. O seu telemóvel reproduzia “Tomo y Obligo”, o meu tango preferido na versão instrumental de Paco de Lucia e sua guitarra. Como um louco, inebriado por aquela visão divinal, partilhei com Al seus passos de dança, envolvendo-nos num turbilhão de sensações, atingindo um clímax indescritível que durou longamente até à exaustão total.

Ainda no aeroporto, envolvendo-me num abraço profundo, beijou-me apaixonadamente. Mesmo ali, as nossas feromonas já fervilhavam intensamente. Agora, entrava num Porsche cinza claro, último modelo, que Al, com o seu charme de sempre, conduzia, até pararmos na sua milonga favorita, onde nos esperava uma pequena orquestra que à nossa chegada repetiu magistralmente o célebre tango de Carlos Gardel e das nossas recordações…

Inesquecível! 

- “Alto lá e para o baile”! – berrou o mini-strumf carpinteiro esbaforido, vindo do meu subconsciente. E continuou, atormentando-me o bestunto:

- Maximus, lembra-te que estás a escrever sobre o Lionel e o Narciso, ok? Nada de te esticares, certo?

Meti travões a fundo e comecei a escrever a história que dá vida ao título deste post

Mas não. Desisti.

Comparar Lionel, o catedrático das Pampas, com Narciso Laurissilva, é a mesma coisa que comparar o incomparável - a cena magistral do tango de Al Pacino em “Perfume de Mulher” com os saltinhos folclóricos do bailinho da Madeira protagonizado por um vulgar turista inglês no átrio da Pousada dos Vinháticos.

MAXIMUS VERMILLUS

segunda-feira, 13 de julho de 2026

QUAL DESTES PRIMATAS É O MACACO ALFA?

Este instigador assinalado acima num círculo cor-de-laranja, é acima de tudo um ser inqualificável!

Ao vê-lo e ouvi-lo sobre Prestianni, chego à conclusão que em matéria de futebol andam mentecaptos à solta no Brasil, a quem têm de ser colocados açaimes de aço.

Este jagodes, cujo nome é Flávio Prado, jornalista, coach, professor universitário e advogado, de naturalidade brasileira, aparece no facebook “urubu reels” com declarações que merecem a reprovação e a condenação totais.

Quero vê-lo a atravessar a fronteira do Brasil com a Argentina e ver os “hinchas da Albiceleste” a lançá-lo de cabeça do alto das Cataratas de Iguaçu. Como é possível um bastardo mental deste calibre aprovar a violência e a selvajaria de alguns jogadores do Flamengo sobre o jogador argentino ao serviço do Benfica? Em que se fundamenta este demente para condenar Prestianni, dando como adquirido que o rapaz insultou o seu adversário – pressupostamente terá chamado “mono” a Vinicius Jr. (o que negou sempre) e este antes tê-lo-á tratado por V. Exa. - no 2º jogo na Luz entre o SL Benfica e o Real Madrid. 

Ouvir este bandalho de comentador é o mesmo que ouvir um cagalhão pestilento a fazer splash! no buraco da retrete. O SL Benfica tem a obrigação de considerar personas non gratas, não só esta deplorável besta como também o treinador do Flamengo, Leonardo Jardim e alguns dos seus jogadores - Bruno Henrique, Emerson Royal, Erick, Samuel Lino e alguns mais.

Durante toda a 1ª parte a equipa brasileira mais parecia um bando de jagunços à solta! 

É assim que Flávio Prado, muita gentalha semelhante e toda esta ralé que acampou no relvado do estádio do Algarve vai transformando um país de futebol sui generis, outrora admirável com grandes “génios” da bola, numa selva onde vale tudo, desde samba provocador, simulações de actos sexuais junto das bandeirolas de campo e insultos debitados à tripa forra. No sábado, um “amigável” foi transformado pelos brasileiros num jogo louco que mais parecia uma final desesperada da Champions League onde a vitória sobre o SL Benfica teria de ser alcançada a todo o custo, sem escrúpulos. Para este triste espectáculo muito contribuiu um sarrafeiro mental mascarado, de apelido Royal, ainda pior que um rebenta-canelas, aviando por três meses um jovem jogador promissor do SL Benfica com uma entrada assassina por trás, com a conivência de um miserável do apito que deixou que este acto violento, entre outros, passasse impune. A Prestianni montaram-lhe uma caçada criminosa. Para Leonardo Jardim, um treinador meio-rafeiro, com cara de poucos amigos que em determinados momentos mais parecia um insurrecto faveleiro e que nunca tinha ganho ao Glorioso, só duas palavras: - vai bardamerda pela triste figurinha que fizeste e boa viagem para o lado de lá do Atlântico!

MAXIMUS VERMILLUS

terça-feira, 7 de julho de 2026

EU… GÉNIO NARCISO AINDA LIGOU A TRUMP…


Vaidade, arrogância, presunção, muita, muita bazófia… e por fim o choro convulsivo com muita baba e muito ranho à mistura. A habitual tragicomédia à portuguesa, tendo como protagonista principal essa figura incontornável do mundo do pontapé na chincha, de sua graça Eu… génio Narciso!

A farfalha e o folclore nos órgãos da CS indígena foi um fartote. Eu… génio para cima, Eu… génio para baixo, Eu… génio para a direita, Eu… génio para esquerda, Eu... génio à varanda, Eu... génio a acenar, Eu… génio a esticar os elásticos das cuecas, Eu... génio para cá, Eu... génio para lá,  Eu... génio como se não houvesse mais ninguém. Narciso era o rei das atenções, ainda que se parecesse mais com o marco geodésico de Vila de Rei, o centro de Portugal. Os restantes 26 atletas seleccionados fizeram de cabeçudos, num corso carnavalêsco ensaiado pela CS nojenta que chafurda há vários anos pelo país inteiro. Para evitar o enjôo, o televisor da minha casinha teve o sempre o som desligado quando a emissão vinha dos States. Nunca vi tanto mudo “a falar”, tanto surdo a “ouvir” e tudo a ir desgraçadamente para o galheiro a começar no Manel Fernandes da Selva, passando pelo Beiça Rachada, pelo alienígena pivot da RTP desporto, e a acabar no Gordolas e no Bytorino Pyntello da TV do lamaçal. Já nem falo da restante corja bajuladora...

Quanto à festa em todos os cantos do país foi uma grande ilusão de óptica. A visão do rancho As Costureirinhas de Cavernães, dos Bombos de Lavacolhos, de um grupo folclórico do Bailinho da Madeira, dos Campinos e seu Fandango e do Corridinho Algarvio no AT&T Stadium em Arlington, no Texas, foi um sonho molhado numa noite de verão.

Eu… génio Narciso, mesmo considerado pela crítica internacional como um zero à esquerda, uma carta fora do baralho, continuou orgulhosamente só até ao fim, tal como noutros tempos um velho mandão. Com a conivência do falo murcho catalão. O “Brilhantinas” bem pode oferecer a esta eminência futeboleira umas férias em Trás-os-Montes. Pode ser que aprenda alguma coisinha com os burros bragançanos, espécimes bem mais sagazes que todos eles. Hoje, na segunda metade da contenda, a trupe do Narciso mais parecia a Sociedade Filarmónica de Lobelhe. Tudo à defesa, a “tocar ferrinhos” e fé em Deus. Abdicar do ataque e apontar ao prolongamento foi o “canto do cisne”. Audácia, zero!

Eu… génio Narciso a pressionar com os seus dedos indicadores os parietais da sua cabeça, olhando para o céu, ainda ligou a Trump, implorando o impossível:

- Tá? Donald? É o Narciso, pá! Será como me poderás fazer um jeitinho?

Trump, já a esfregar as manápulas, caso a sua selecção ganhe à Bélgica, para depois encavar os hispânicos na próxima eliminatória abrindo caminho para a meia-final com a França, respondeu com ar de gozo:

- Hello, ó Narciso… well, well, diz lá o que queres…

- Donald, já que falaste com o Infantino para tirar o cartão vermelho ao teu Balogun para ele continuar a jogar com a Bélgica, exige-lhe que o nosso jogo contra os nuestros hermanos seja repetido por faltas técnicas do Taylor, se me fizeres o favor… - implorou Narciso.

Trump largou uma gargalhada e ripostou:

- Com que então querias tentar bater ainda o record do prêto, o tal dos 9 em 1, não era? Tão iludido que tu estás! Reforma-te crlh!

- Não me digas que depois de eu ter estado na sala oval contigo e a render-te homenagens e salamaleques, não vais meter a cunha ao homem… - desabafou, já desesperado, o pobre do Narciso.

- Olha, Narciso, o que tu precisas é de férias. Vai dar banho à minhoca com a Gina para Miami, porque eu para fazer passar pelo Estreito de Ormuz os planos secretos contra os ayatollahs, prefiro aquele anão argentino que até consegue meter uma bola de futebol no cu de uma agulha. Não preciso de um pino…- atirou Trump, enquanto pulverizava a sua cabeleira com um aerossol de laca rasca comprada numa tienda da Chinatown.

O fórróbódó acabou! 

Bye, bye, até ao meu regresso!

MAXIMUS VERMILLUS