terça-feira, 7 de julho de 2026

EU… GÉNIO NARCISO BEM LIGOU A TRUMP…


Vaidade, arrogância, presunção, muita, muita bazófia… e por fim o choro convulsivo com muita baba e muito ranho à mistura. A habitual tragicomédia à portuguesa, tendo como protagonista principal essa figura incontornável do mundo da chincha, de sua graça Eu… génio Narciso!

A farfalha e o folclore nos órgãos da CS indígena foi um fartote. Eu… génio para cima, Eu… génio para baixo, Eu… génio para a direita, Eu… génio para esquerda. Eu… génio Narciso era o rei das atenções, ainda que se parecesse mais com o marco geodésico de Vila de Rei como centro de Portugal. Para evitar o enjôo, o televisor da minha casinha teve o som sempre desligado quando a emissão vinha dos States. Nunca vi tanto mudo “a falar”, tanto surdo a “ouvir” e tudo a ir para o galheiro a começar no Manel Fernandes da Selva, passando pelo Beiça Rachada e a acabar no Bytorino Pyntello.

Quanto à festa em todos os cantos do país foi uma grande ilusão de óptica. A visão das Costureirinhas de Cavernães, dos Bombos de Lavacolhos, do Bailinho da Madeira, dos Campinos e do seu Fandango e do Corridinho Algarvio no AT&T Stadium em Arlington, no Texas, foi um sonho molhado numa noite de verão.

 Eu… génio Narciso, mesmo considerado pela crítica internacional como um zero à esquerda, uma carta fora do baralho, continuou orgulhosamente só até ao fim, tal como noutros tempos. Com a conivência do falo murcho catalão. O “Brilhantinas” bem pode oferecer a esta eminência futeboleira umas férias em Trás-os-Montes. Pode ser que aprenda alguma coisinha com os burros bragançanos, espécimes bem mais sagazes que todos eles. Hoje, na segunda metade da contenda, a trupe do Narciso mais parecia a Sociedade Filarmónica de Lobelhe, com tudo à defesa, a “tocar ferrinhos” e fé em Deus. Abdicar do ataque e apontar ao prolongamento foi o “canto do cisne”. Audácia, zero!

Eu… génio Narciso a apontar com os seus indicadores à sua cabeça, olhando para o céu, ainda ligou a Trump, implorando o impossível:

- Tá? Donald? É o Narciso, pá! Será como me poderás fazer um jeitinho?

Trump, já a esfregar as manápulas, caso a sua selecção ganhe à Bélgica, para depois encavar os hispânicos na próxima eliminatória abrindo caminho para a meia-final com a França, respondeu com ar de gozo:

- Olha lá, ó Narciso… well, well, diz lá o que queres…

- Donald fala já com o Ceferín para o jogo contra os nuestros hermanos ser repetido por faltas técnicas do Taylor, se me fizeres o favor… - implorou Narciso.

Trump largou uma gargalhada e ripostou:

- Com que então querias tentar bater ainda o record do prêto, o tal dos 9 em 1, não era? Tão iludido que tu estás! Reforma-te crlh!

- Não me digas que depois de eu ter estado na sala oval contigo e a render-te homenagens e salamaleques, não vais meter a cunha ao homem… - desabafou, já desesperado, o pobre do Narciso.

- Olha, Narciso, o que tu precisas é de férias. Vai dar banho à minhoca com a Gina para Miami, porque eu para fazer passar pelo Estreito de Ormuz os planos secretos contra os ayatollahs, prefiro aquele anão argentino que até mete uma bola no cu da agulha. Não preciso de um pino…

Bye, bye, até ao meu regresso!

MAXIMUS VERMILLUS