A farfalha e o folclore nos órgãos da CS indígena foi um fartote. Eu… génio para cima, Eu… génio para baixo, Eu… génio para a direita, Eu… génio para esquerda, Eu... génio à varanda, Eu... génio a acenar, Eu… génio a esticar os elásticos das cuecas, Eu... génio para cá, Eu... génio para lá, Eu... génio como se não houvesse mais ninguém.. Narciso era o rei das atenções, ainda que se parecesse mais com o marco geodésico de Vila de Rei, o centro de Portugal. Os restantes 26 atletas seleccionados fizeram de cabeçudos, num corso carnavalêsco ensaiado pela CS nojenta que chafurda há vários anos pelo país inteiro. Para evitar o enjôo, o televisor da minha casinha teve o sempre o som desligado quando a emissão vinha dos States. Nunca vi tanto mudo “a falar”, tanto surdo a “ouvir” e tudo a ir desgraçadamente para o galheiro a começar no Manel Fernandes da Selva, passando pelo Beiça Rachada, pelo alienígena pivot da RTP desporto, e a acabar no Gordolas e no Bytorino Pyntello da TV do lamaçal. Já nem falo da restante corja bajuladora...
Quanto à festa em todos os cantos do país foi uma grande ilusão de óptica. A visão do rancho As Costureirinhas de Cavernães, dos Bombos de Lavacolhos, de um grupo folclórico do Bailinho da Madeira, dos Campinos e seu Fandango e do Corridinho Algarvio no AT&T Stadium em Arlington, no Texas, foi um sonho molhado numa noite de verão.
Eu… génio Narciso, mesmo considerado pela crítica internacional como um zero à esquerda, uma carta fora do baralho, continuou orgulhosamente só até ao fim, tal como noutros tempos um velho mandão. Com a conivência do falo murcho catalão. O “Brilhantinas” bem pode oferecer a esta eminência futeboleira umas férias em Trás-os-Montes. Pode ser que aprenda alguma coisinha com os burros bragançanos, espécimes bem mais sagazes que todos eles. Hoje, na segunda metade da contenda, a trupe do Narciso mais parecia a Sociedade Filarmónica de Lobelhe. Tudo à defesa, a “tocar ferrinhos” e fé em Deus. Abdicar do ataque e apontar ao prolongamento foi o “canto do cisne”. Audácia, zero!
Eu… génio Narciso a pressionar com os seus dedos indicadores os parietais da sua cabeça, olhando para o céu, ainda ligou a Trump, implorando o impossível:
- Tá? Donald? É o Narciso, pá! Será como me poderás fazer um jeitinho?
Trump, já a esfregar as manápulas, caso a sua selecção ganhe à Bélgica, para depois encavar os hispânicos na próxima eliminatória abrindo caminho para a meia-final com a França, respondeu com ar de gozo:
- Hello, ó Narciso… well, well, diz lá o que queres…
- Donald já que falaste com o Ceferín para tirar o cartão vermelho ao teu Balogun para ele continuar a jogar com a Bélgica, exige-lhe que o nosso jogo contra os nuestros hermanos seja repetido por faltas técnicas do Taylor, se me fizeres o favor… - implorou Narciso.
Trump largou uma gargalhada e ripostou:
- Com que então querias tentar bater ainda o record do prêto, o tal dos 9 em 1, não era? Tão iludido que tu estás! Reforma-te crlh!
- Não me digas que depois de eu ter estado na sala oval contigo e a render-te homenagens e salamaleques, não vais meter a cunha ao homem… - desabafou, já desesperado, o pobre do Narciso.
- Olha, Narciso, o que tu precisas é de férias. Vai dar banho à minhoca com a Gina para Miami, porque eu para fazer passar pelo Estreito de Ormuz os planos secretos contra os ayatollahs, prefiro aquele anão argentino que até consegue meter uma bola de futebol no cu de uma agulha. Não preciso de um pino…
O fórróbódó acabou!
Bye, bye, até ao meu regresso!
MAXIMUS VERMILLUS




