https://www.facebook.com/boacesar/videos/1182401235590817
Não, não é Ali Daei. É mesmo “ali já dei”. Ali, em Sevilha, em La Cartuja, já dei para o peditório. E o peditório, ainda mais intenso ao longo do torneio europeu de selecções, só dava para o Rónalde da Dolores. Os outros que se lixassem, que trabalhassem para o capataz, para o maior, o melhor, o maior entre os maiores, o maior dos maiores.
O final, tétrico, deixou o beato carrancudo e desiludido. O choro pungente dos patrioteiros, uma trupe farsola, clubística e encapotada, idólatra do recordista dos recordes, do suprassumo da mama, da mija, dos saltos, das corridas e de não sei mais do quê, no meio daquele silêncio final, só era entrecortado pelo som contínuo, alegre e vitorioso do repuxo saído da pila do Manneken Pis.
Afinal, ontem, o suprassumo da mija estava na famosa fonte de Bruxelas. Nem sempre a sorte de um Éder vulgar está ali, à mão de semear. O (H)azar(d) deu cabo daquilo tudo com Patrício a ver a banda passar.
Mas acalmem-se as pássaras mais agitadas. Fernando Facturas vai mandatar mestre macaco para agendar, dentro em breve, três desafios – o primeiro em Alice Springs, na Austrália, com a equipa nacional dos aborígenes; o segundo em Matmata, na Tunísia, com a selecção dos trogloditas ou com os primitivos de Andamão no Índico e por fim, com o team dos esquimós da Groenlândia. Daria muito nas vistas jogar agora com o Azerbeijão, com as Ilhas Faroé ou com San Marino, pelo que optaram por paragens mais longínquas. Sim, o Rónalde da Dolores terá por três vezes a oportunidade de derrubar mais umas garrafas de coca-cola, de lançar mais um microfone para um lago e pontapear a sagrada braçadeira de capitão da selecção. E então Ali Daei passará a “ali já dei”, tal é a obsessão dos patrioteiros alienados e ridículos, e de uma comunicação social merdilheira, bajuladora e submissa.
Ontem, esqueceram-se de referir que foi batido mais um recorde – Rónalde da Dolores jogou pela primeira vez contra os belgas, entre os quais os reumáticos Vertonghen e Witsel, perdeu e não marcou nenhum golo. A realidade é que Felix Brych (traduzido para português vernáculo como feliz broche, ou não tivesse sido ele que através de uma descarada gatunice permitiu à asquerosa A BOLA elevar o Beto Batoteiro a herói de Turim, numa final da Liga Europa falsa como Judas) não vislumbrou nenhum penalty para que o dito cujo fizesse aquela cena coreográfica tão característica e de um exibicionismo bacoco deprimente.
De resto, como há mais de meio século, imaginei-me a passear por Sevilha, confrontado com um patrioteiro esgazeado da comunicação social a dizer-me que ontem a torre Giralda – um secular símbolo sevilhano – seria chamada a partir de agora de torre “Rónalda”, que o belo parque Maria Luísa seria o “Jardim da Dolores” e o restaurante Torre del Oro passaria para a gerência das manas Aveiro. O Guadalquivir seria o rio onde o intocável mediático lançaria o próximo microfone. Também iriam substituir o Flamenco pelo Bailinho da Madeira e as memórias de Paco de Lucia pelas do Max da velha da Ponta do Sol. Já estarrecido pelo descaramento desta gentinha acabei por desembocar em La Cartuja, uma “ilha” ignorada nos primeiros tempos que passei por Sevilha. Deparei-me com o seu elefante branco. Um estádio que de muito pouco serve e que ontem imaginei como um pomar cheio de muito bela e boa “fruta”, onde dei de caras com o portentoso par de marmelos da tia Gina, que nem na minha quinta!
Avancemos para o mundial, como diz o outro, eh, eh, eh!
MAXIMUS VERMILLUS
Preâmbulo
9 de Setembro de 2020 (notícia no record das petas, com foto)
[Um grupo de sócios sob o lema "Para um Benfica Bem Maior" apresenta-se com o intuito de "não ficar apenas pela crítica, bota abaixo e mal dizer" e tendo a "obrigação de dar o contributo, partilhar ideias e sonhar em conjunto".]
Hoje, 14 de Maio de 2020, em A BOLA,
{'Movimento Benfica Bem Maior' emite comunicado sobre a guarda de honra ao Sporting
O Movimento Benfica Bem Maior emitiu, esta sexta-feira, um comunicado relativo à questão da guarda de honra na receção ao já campeão Sporting, em jogo da 33.ª jornada. Recorde-se que Jorge Jesus já garantiu que não vai haver lugar a essa manifestação, algo com o qual este movimento discorda.
«A forma mais eficaz de iniciar a mudança na direção certa é começar dentro do campo, no relvado, com os principais protagonistas», pode ler-se.
Leia o comunicado na íntegra:
«A propósito da polémica sobre a receção do SLB no próximo sábado ao SCP já campeão nacional nesta época, no Estádio da Luz para a Liga NOS, O Movimento Benfica Bem Maior entende que:
1. É tempo de se iniciar a mudança do Futebol português no sentido da promoção do desportivismo, da ética e da pedagogia junto das novas gerações;
2. Não existindo ainda condições objetivas para que a mudança se inicie pela alteração das relações institucionais entre clubes e dirigentes ou pelas instituições que governam o futebol em Portugal, como é patente pelos conflitos permanentes entre clubes e pela contestação igualmente constante aos órgãos da Liga e da FPF que organizam e regulam o futebol em Portugal;
3. A forma mais eficaz de iniciar a mudança na direção certa é começar dentro do campo, no relvado, com os principais protagonistas.
4. A história do SLB e a prática recente do clube nas competições oficiais das camadas mais jovens apontam no sentido de que é possível caminhar na direção que propomos;
5. Sabemos que também tem havido comportamentos criticáveis por parte dos nossos rivais, mesmo recentemente, mas alguém tem que quebrar esta dinâmica negativa.
6. Cabe a Direção do SLB interpretar a vontade dos sócios, fazer a leitura da situação e decidir se deve liderar também na mudança de atitude no sentido das melhores práticas desportivas ou permanecer onde todos estão.»}
A merda da CS desportiva lança o isco e os totós vão no engodo.
São os passarinhos da Luz. Em vez de Águias e “falcões” aparecem nos céus da Luz estes “movimentos” subscritos por muitos indivíduos que das duas uma - ou andam nas nuvens a ouvir os anjinhos e na sua vida terrena querem transformar-se em novas Madres Teresas de Calcutá, ou vivem num mundo paralelo (que obviamente não existe, nem existirá) onde o Benfica seria absolutamente respeitado e em função disso deveria exemplarmente actuar nesse sentido.
Um jovem Benfiquista, de vinte anos, habituado a um Benfica desportivamente vitorioso e exemplar em muitíssimos aspectos de cariz social e de outros, após ter assistido à derrota dos boavisteiros e ao título ganho pela escumalha lagarta, chegou a casa triste e revoltado. Perguntei-lhe porquê aquela tristeza toda.
Só me disse isto:
- Pai, sabes quais as únicas palavras que eu ouvi do café até aqui à porta do prédio de nossa casa?
Ó rapaz esquece isso – disse-lhe eu com serenidade.
Mas já agora o que é que ouviste? - perguntei-lhe esboçando um esgar ligeiro.
- Pai, só ouvi, repetido centenas de vezes por muitos dos que comemoravam um título ao fim de 19 anos de jejum, que “O Benfica é merda”!
E querem estes passarinhos totós que o Benfica dê o exemplo?
Mas está tudo bêbado, ou quê?
Dizem estas “amélias” que [cabe à Direcção interpretar a vontade dos sócios fazer a leitura da situação e decidir se deve liderar também na mudança de atitude no sentido das melhores práticas desportivas ou permanecer onde todos estão].
VÃO MAS É BARDAMERDA E DEDIQUEM-SE À CAÇA DOS GAMBUZINOS!
Nota:
A começar pelo “frade”. Um trolaró que em cada intervenção no correio da merda TV (que me recuso a ver) é “comido” de cebolada e de muitas outras maneiras pelos seus comparsas de painel!
Guarda de honra?
Guarda de honra é os tomates a fazerem-na ao pepino!
MAXIMUS VERMILLUS