Por 40 anos o Povo Hebreu vagueou pelo deserto do Sinai. Um castigo divino, segundo a Bíblia, devido à sua rebeldia e falta de fé.
Um exemplo milenar que poderá repetir-se dentro em breve com este nómada da mundanice mediática. Para já, aterrou com o seu séquito nas tórridas areias da Arábia. Para a “travessia do deserto”, dinheiro é coisa que não lhe falta para comprar mais uma cáfila, para além daquela que já o acompanha por todo o lado, com roupeiro especial e tudo…
Narciso Laurissilva, numa atitude incompreensível e rebelde, mesmo alvo de todas as mordomias, renegou, dentro das suas competências e obrigações, tudo o que diz respeito à portugalidade referenciada de forma despropositada, grosseira e absolutamente errónea pelo falso Profeta da Brilhantina e que estupidamente a associou a este personagem mediático.
Para completar o ramalhete, ainda escancarou as portas da federação e da selecção nacional futeboleira ao regresso do transgressor. Deprimente! É o único adjectivo que moderadamente pode qualificar atitude tão culambista, como a protagonizada pelo falso profeta na mini CI à RTP após a contenda de ontem entre portugueses e noruegueses.
Se a lei for cumprida, pois ela terá sempre de ser igual para todos, Narciso Laurissilva começará a sua “travessia do deserto” com o castigo de 1 ano de suspensão, agravado ainda pela sua condição, à data, de capitão do grupo índígena.
Antes desta triste e despudorada desfaçatez deste ex-malabarista do apito e agora contorcionista federativo – até o Tigre da Malásia, Bruto Alves, uma referência da brutalidade futeboleira tuga (só lá falta o Carniceiro do Bernabéu) anda a vagabundear por aquela entidade não se sabe bem em que funções, mas a mamar também - apareceu Jójó Chiklas, cagando e tossindo com algum temor numa surreal CI no pós-jogo de ontem; mas mesmo metendo alguma água sobre o seu quid pro quo com Laurissilva, ainda arranjou coragem para dizer que não tem de pedir desculpas a ninguém, que no seu métier quem manda é ele e que se Narciso quiser a porta estará aberta, não sem que antes se tivesse borrado todo desfazendo-se em encómios sobre o dito cujo. No entanto, e porque o seu saber da experiência feito lhe dita, tanto momentos luminosos como outros hilariantes, deixou desta forma hábil a batata quente nas mãos de Narciso Laurissilva.
O actual homem das Arábias, se tiver vergonha e decoro, limitar-se-á a recolher a penates e a um prudente silêncio de quem em mais um infeliz momento de arrogância desmedida, vaidade pura e pretensiosismo bacoco, esbanjou muitos dos créditos que granjeou como futebolista de alto nível, pois fora deste âmbito, atitudes questionáveis, polémicas, abusivas, perigosas e pouco recomendáveis acompanharam em paralelo e quase constantemente a sua carreira futeboleira, que através dos ganhos estratosféricos que rentabiliza, lhe têm servido para ultrapassar tudo e todos – desde o silêncio obrigatório da mãe incógnita do seu filho mais velho até à confidencialidade da anilha traseira da Mayorga! Já não falando do colinho de Badr Hari, o famigerado MMA marroquino…
Mesmo na sua área profissional, os conflitos foram muitos e só o seu mediatismo associado a um culambismo idólatra das suas fiéis ronaldettes têm permitido que ainda saia com pouco lodo no atoleiro em que se tem vindo a afundar.
Não é agora, neste tempo em que os culambistas, lambescrotos, lacaios comunicacionais, piers morgans, bytorinos pyntellos deste mundo e demais rataria mediática usam todo o tipo de produtos branqueadores para salvarem a pele de um indisciplinado e transgressor a quem tem sido perdoada toda a espécie de erros, tropelias e acções pouco éticas que a estória sobre este personagem será escrita. Não, não é no nosso tempo. Mas que a real estória dos anais futebolísticos e sociais modernos e contemporâneos de Narciso Laurissilva e todos os outros será bem contada e recontada é uma absoluta certeza. E depois disso, todos os que viverão esse tempo poderão saber quem foi Stanley Matthews, Di Stéfano, Puskas, Kocsis, Kubala, Czibor, Pélé, Rivelino, Gerson, Tostão, Maradona, Garrincha, Beckenbauer, Cruijff, Eusébio, Yashin, Müller, Platini, Gullit, Van Basten, muitos e muitos outros e… Messi!
E que os miseráveis papagaios desta vida não venham falar mais em símbolos de portugalidade!
Imperdoável e ofensivo a muitos portugueses que levaram e levam longe, muito longe, o nome de Portugal!
Basta aludir a Luís de Camões!
MAXIMUS VERMILLUS

Perfeito
ResponderEliminar