Schjelderup, o invasor, cometeu uma proeza histórica – obrigou todo o lagartêdo a sair das respectivas tocas, rasgar as suas vestes e clamar, aqui d’el Rei que o penalty que Trubin (gloriosamente digo eu) defendeu e o invasor resolveu, tinha de ser repetido!
No pasquim desportivo mais ordinário e sectário, onde a lagartite endémica com fases agudas e mortais nalguns casos e o anti-Benfiquismo primário grassam como a Peste Negra na Idade Média, escreve um fulaninho de sua graça Tito, que o que de melhor faz, segundo fontes curriculares, é exercer a advocacia. No entanto, vejo-o por vezes no record das pêtas esgalhando o seu passatempo preferido – contar anedotas sobre o lagartêdo e com uma comicidade genuína, vender melões fora de prazo aos seus clientes habituais, muitos lagartos, que a par desta fruta comem também gelados com a testa.
Convenhamos que para arriar a giga, despeitado e ressaibiado após dois desaires monumentais seguidos – Arsenal e SL Benfica – usando um palavreado doentio e fanático nas suas crónicas subscritas pomposamente numa rubrica do pasquim – “Um jogo de cavalheiros” – mais valia limpar o seu aristocrático traseiro à sua bandeira e depois disso jogá-la com desprezo no caixote dos papéis borrados.
Na realidade, os seus escritos nada têm de cavalheirismo, antes pelo contrário, estão eivados de uma descortesia que raia a grosseria a par de um fanatismo descontrolado, truncagens de conveniência e memória selectiva.
Mas, infelizmente ou talvez felizmente para o seu ódio de estimação e seu grande inimigo, o que se passa de patológico na sua mente, também é endémico na maioria dos adeptos do seu querido grémio – são doutos, sabichões, apetrechados de um léxico de viscondes prenhes de uma pseudoética e dizem eles, bons costumes que ridículamente os transforma em vendedores de ilusões. Presunçosos encartados, não conseguem libertar-se de um complexo de inferioridade que lhes vai corroendo as entranhas há décadas e que é o seu anti-Benfiquismo primário.
Com os seus proeminentes apelidos – Arantes e Fontes – Tito bem poderia recatar-se engolindo o “apito” e dedicar-se a um tratamento termal intensivo, limpando assim todo esse lixo tóxico que o vai minando e aumentando a sua obsessão e inveja pela grandeza e glória de Algo que ele nem reencarnando (reencarnar, o que eu fui dizer!) em todas e mais umas vidas, poderia ou poderá alcançar.
Tudo isto vem a propósito desta sua última e complexada composição de secreções azedas e moncos de cor-do-ranho, como queiram, explodindo para todo o lado, marrando forte no “vermelho” e numa corrida desenfreada, com uma velocidade excessiva, ter esbarrado de frente contra um “Pinheiro” que depois de tanta sombra benfeitora que o protegeu e benefícios habilidosos que lhe proporcionou ainda é pisoteado à bruta e à tripa forra.
Com o título “Detalhes e ‘Pinheirices’!!!” com três pontos de exclamação finais, foi talvez dos artigos de opinião (crónicas), mais aberrantes e fanáticos que li até hoje.
Tudo o que a equipa do seu querido grémio fez no jogo com o SL Benfica, no pretérito domingo teve da sua parte epítetos grandiloquentes – “portentosa jogada”, “magnífico trabalho”, “colocou imperialmente na baliza” e por aí adiante para adornar uma jogada que terminaria anulada, não sem antes apoucar o guarda-redes adversário, Trubin, de “atarantado”, de bolçar um “tributo a Mourinho”, porque Tito queria e quer o arruaceiro e seu centro-campista Hjulmand sempre impune, “labéu”, “escravos dos seus suseranos” (esta foi de mestre!), neste caso gozando ainda por cima com quem lhe tem posto a mão por baixo – os árbitros. Um despautério total!
Coincidentemente, o árbitro auxiliar levantou de imediato a bandeira antes de terminar a jogada, mas mesmo assim, o Tito, de braço dado com o seu fanatismo incontrolável falou numa “impercepção no estádio”, como que dizendo que o seu grémio devia ter visto o seu golo (que nunca foi) validado. A sua vontade, num desvario total, foi contrariada por uma verdade muitíssimo bem percepcionada pelo fiscal-de-linha (e já agora bem jogada pelo defesa adversário, o António Silva, que colocou o seu opositor em claro fora-de-jogo). Para o Tito, o metro-padrão em Sèvres, tem de ser revisto e corrigido - neste caso, 30 cm deveriam ser 3 milímetros (o tal fora-de-jogo milimétrico de que fala e que tanto lhe custou a deglutir).
Porra! Azar dos Távoras!
Tito não desarma e clama injustiça pela vitória do SL Benfica. É triste e doentio. Depois de todo o seu arrazoado sectário e empedernido, atira-se como gato a bofe às “pinheirices” do árbitro da partida, o desgraçado João Pinheiro.
Aqui começa a memória selectiva de Tito. E para recordar, anulando essa selectividade facciosa, basta puxar a fita do tempo só um pouquinho mais atrás (porque haveria muito mais para mostrar ao Tito) para lhe dizer que todo o mundo viu como o seu querido grémio eliminou o Sta. Clara para a Taça de Portugal – 12 minutos para marcar o penalty salvador aos 90+16 (uma festinha de um jogador do Arouca nas beiças do lagarto arruaceiro) que deu o empate a 2-2 no tempo regulamentar do desafio e lhe permitiu de uma forma batoteira permanecer na competição. Palmas para Tito por não se ter lembrado desta triste farsa. Tito, sabes quem era o árbitro que esteve a pensar 12 minutos como deveria descalçar a bota para vos ajudar? Era esse. Era o João Pinheiro em que agora tu bates forte e feio!
Mas quanto a João Pinheiro haveria muito mais para contar. Não vale a pena. Basta relembrar esta peça de teatro em que imperou uma fraude descarada, o favorecimento grosseiro de quem não tem nenhuma razão de queixa dos artistas arbitrais.
Depois de ter acabado de ler um dos piores e mais fanáticos artigos de opinião de que tenho memória, só me resta concluir que este australopiteco de pele verde tem tanto de cavalheiro como de paciente vesgo e manipulador, um fanático grosseiro e incendiário, com o beneplácito dos responsáveis pelo pasquim.
Por mim, e a partir de hoje TAF vai montar a respectiva banca e vender os seus grandes melões aos seus ignaros prosélitos.
Fala ele em “desonestidade intelectual”. Querem uma opinião mais desonesta intelectualmente que este seu artigo de opinião encerra? Não há!
Um indivíduo desta estirpe nunca pode ser um cavalheiro, no mínimo será um desequilibrado futeboleiro.
É caso para dizer na linguagem pura e autêntica do futebol jogado:
- Ó Tito, vai pr’ó caralho!
MAXIMUS VERMILLUS



