Custa
a crer que os petardeiros, os lança-tochas, os cobardes das vaias e dos
assobios e a escumalha dos insultos seja uma fracção componente da assembleia-geral
que se realizou ontem no Estádio da Luz. Mas perante o execrável comportamento
de alguns participantes é de admitir que mesmo num acontecimento que se exige
urbano, democrático e livre ainda apareçam alguns energúmenos e agitadores a
mando de sabe-se se lá de quem, tentando instigar ao ódio, ao confronto e ao
caos.
O
presidente do Benfica, Rui Costa e a respectiva Direcção foram eleitos e
legitimados por uma maioria significativa de sócios para este mandato que ainda
decorre e só por isso deveriam merecer de todos os intervenientes e
participantes no evento de ontem, o maior respeito que é devido a quem conduz o
destino de tão grande instituição como é o Sport Lisboa e Benfica.
Curiosamente,
a CS anti-Benfica empenhada numa desestabilização contínua e canalha ao SL
Benfica, arreganhou a dentuça criando um clima de cortar à faca, acicatando
ainda mais todos os oposicionistas à gestão dos actuais Corpos Gerentes do SL
Benfica, especialmente à liderança do seu Presidente, lançando insinuações e
especulações sobre assuntos mencionados na Auditoria Forense que todo o mundo
reclamava e que afinal foi como uma montanha a parir um rato – “em jeito de conclusão desta Auditoria
Forense, percorridas as 4 dimensões de análise descritas e analisadas as
volumetrias de informação referidas, e não obstante as deficiências
identificadas e explicadas ao longo deste relatório, não identificámos nenhuma
situação ou particularidade em que a SAD tenha sido directamente lesada por
qualquer um dos seus representantes”.
A
canzoada, ávida pela divulgação da AF, entrou em profunda depressão após as
conclusões finais acima referenciadas textualmente.
Como não houve ilegalidades nem algo que lesasse a SAD do SLB, passou-se ao capítulo
seguinte, assinalando “imoralidades, más práticas, negócios obscuros,
ininteligíveis” que estrategicamente se prolongaram nas intervenções dos
associados na reunião magna da tarde, misturadas com afrontas ao Presidente,
algumas em asquerosas abordagens e recados ressaibiados bem amanteigados com sabor a ranço. A ralé
insana invectivava Rui Costa, clamando “demissão!”
“demissão!”, sem querer sequer ouvir o que o presidente tinha para dizer no
seu discurso. Por agora, a auditoria para esta corja, deixou de ter importância.
Já não presta. Seria o mote da reunião se tivesse incriminado os visados.
O
Sport Lisboa e Benfica nasceu em Lisboa, mas hoje é de Portugal e do mundo
inteiro. Que o diga a nossa Diáspora!
É
certo e sabido que as grandes metrópoles são de há muito os grandes pólos da
cultura, da ciência, do conhecimento, do progresso e desenvolvimento económico
e social, do saber, do lazer, do turismo, do desporto, mas também são pródigas
na proliferação de uma densa escumalha de grupelhos de criminosos, marginais, delinquentes,
vadios, oportunistas, parasitas e outras excrescências purulentas resultantes
de assimetrias sociais e económicas a que urge pôr cobro. Actuam nos mais
diversos sectores da sociedade, cometendo ilegalidades, funcionando como
agitadores, muitas das vezes manipulados por individualidades pardacentas cujos
desígnios obscuros, começam a ser bem definidos e evidentes quando de trata de
alcançar o poder em instituições políticas, sociais, desportivas e outras,
visando o enriquecimento fácil e os privilégios que esse mesmo poder pode
oferecer.
Lisboa
não foge à regra. E o Sport Lisboa e Benfica, como grande instituição que é –
uma das maiores, se não a maior do país – muito embora seja uma agremiação
desportiva, hoje inclusive, com uma componente social muito significativa
através da sua Fundação, e cujo “cuore” é o apetecível e mediático futebol,
desperta entre muitos ambiciosos sem escrúpulos uma voracidade indescritível.
Que
eu saiba, o nosso presidente, legitimamente eleito não tem vencimento, nem prémios!
Os
maníacos de hoje das assembleias-gerais, muitos deles saudosistas de um tempo em
que a arruaça e as palavras de ordem impunham a sua lei, resquícios de um tempo
muito perigoso e turbulento em Portugal, em que valia tudo menos a Lei e a
Ordem, já tinham começado a esfregar as mãos, apregoando a já célebre e gasta
“democracia de pacotilha”, “liberdades de expressão” e “a voz dos sócios”. Sinceramente,
são uns fulaninhos que não têm emenda. Mal estaria uma instituição ou uma
empresa que funcionasse com assembleias-gerais das do tipo que decorrem nas
agremiações desportivas, especialmente futebolísticas, neste caso com 5.000
associados num universo de quase 300.000! E ainda faltam todos os outros, os
que seguem com muito sacrifício do seu próprio bolso e lutam pelo Benfica em
qualquer lugar, amando-o e seguindo-o somente por uma paixão sem limites e que
esses sim, são MILHÕES. Digo e repito. MILHÕES! Felizmente que tudo isto vai
mudando, mas cá dentro, neste canto onde a demência ainda tem uma acentuada
prevalência, cá andam esses pascácios em busca de protagonismo. Infelizmente no
Benfica essa regra ainda vigora e vigorará até ao dia em que chegará alguém que
coloque esta gentalha com a mania do associativismo barato, no seu devido lugar
e os reduza à sua insignificância, desmascarando-os de cima a abaixo. É que
pela Europa fora actual e em relação aos grandes potentados futebolísticos,
quem manda são os donos do dinheiro. Aqueles que investem milhões e milhões.
Não aqueles que se julgam e que apregoam “o
clube é nosso”!
Não
vou falar em Noronhas, Benítezes, Adões & Evas e demais mendonças e amanteigados ressaibiados. Nas eleições
e aí é que a Democracia é a valer, veremos quem irá dar a cara e mostrar (se
mostrar) todas as incongruências e incoerências que são mais do que patentes –
falar quando o Benfica perde ou dizer “nunca
mais” quando apesar de uma roulotte
de bifanas de propaganda barata, a derrota ter sido por demais evidente, mas que sorrateiramente
se vão chegando outra vez à frente, já são filmes mais que vistos e revistos.
Mas
a bojarda da tarde não se fez esperar.
“Não normalizem a
derrota”!
Quem
no Benfica, ou sendo Benfiquista aceita esta infeliz máxima de ocasião?
Se
esta expressão, apelativa para fisgar o Presidente, foi pensada e maturada
durante o tempo em que foi escrito um discurso absolutamente medíocre e de
ataque pessoal, direi que é muito mais fácil para qualquer orador, mesmo um
qualquer fala-barato, imaginar-se sentado numa hipotética cadeira de sonho e
gritar alto e bom som, “Viva o Benfica!”.
MAXIMUS
VERMILLUS