quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Os gangsters da Inbicta


Os gangsters da Inbicta tomaram novamente conta do futebol.

Não há ponta por onde se lhe pegue!

Ontem, na Pedreira em Braga, a roubalheira foi tal que deu para tudo – ao grémio corrupto da Inbicta foram validados dois golos precedidos de faltas de dois dos seus jogadores e foi invalidado ao Benfica um magnífico golo em contra-ataque e perfeitamente legal!
Enfim, o gangsterismo azul e bronco de sempre ficou bem espelhado na noite passada na violência, coacção e ilegalidades diversas dos seus jogadores, continuando impune perante uma escandalosa e condicionada actuação arbitral com xistra a aldraVAR e ver(d)íssimo a rouVar!
No primeiro golo do Benfica, a eminência apitadeira covilhanense alertada pelo VAR foi afanosamente ver o “filme” no monitor  – para xistra foram sobretudo momentos de meditação, não de visualização, para ganhar fôlego e “arquitectar” o melhor modo de invalidar o golo de Rafa. A jogada foi de tal modo lícita e clarividente que xistra não teve descaramento para o anular. No golo invalidado, aceitando sub-repticiamente a decisão do VAR ver(d)íssimo, nem sequer se dignou a ver a jogada no monitor. Convinha-lhe, já que no primeiro golo do Benfica, ele tinha sido duramente invectivado e apertado pelos mastins do banco do grémio da fruta. Para bom entendedor…
Os empurrões dos jogadores do grémio corrupto aos seus adversários nos seus golos foram rajadas de vento na Pedreira que os fez cair com xistra mais uma vez a fechar os olhos não querendo ver o óbvio – golos precedidos de ilegalidades que adulteraram o resultado final.
Enfim, um gamanço que complementou na perfeição as declarações prévias e posteriores, sempre incendiárias e arruaceiras do carroceiro conceição e de alguns dos seus cães-de-fila de estimação e era mais do que previsível que viesse a ocorrer.
A classe arbitral demonstrou ser uma pandilha de cobardolas e medrosos coniventes com o que de mais sujo há no futebol indígena – a teia corrupta e mafiosa dos quinhentinhos, das calheiradas, da cosmos, dos silvanos, dos martins dos santos, dos augustos duartes e sobretudo do seu capo - o paputas?!? do papagaio na panela, do ludíbrio à Cúria Papal, do calor da noite, das arcas frigoríficas e das tavernas da Inbicta, o maior criminoso da história contemporânea deste “país à beira mar plantado”.

É a continuidade de vitórias sujas e forjadas de anos e anos, assentes em práticas criminosas de um submundo onde a justiça nunca conseguiu entrar e as polícias assobiam para o ar – o submundo mafioso e estruturado da Palermo portuguesa. É como uma cidade-estado fortemente corrupta e corrompida, impune, com gangsters de todo o tipo, dentro de um estado que paradoxalmente cumpre e faz cumprir as leis em todo o resto do seu território.

O furto protagonizado ontem por carlos xistra e o seu delfim fábio veríssimo é mais um entre muitos ao longo dos seus miseráveis históricos de prejuízos ao Benfica, fazendo-me lembrar o bem planeado assalto ao comboio-correio em Inglaterra, nos princípios da década de 60 do século passado, perpetrada por uma quadrilha de ladrões altamente especializada. Tal como Ronald Biggs, o famigerado “cérebro” dessa façanha criminosa que fugiu sempre à justiça, os dois apitadeiros especialistas, têm-se safo, gozando de uma impunidade absurda pela cobertura cúmplice que lhes é dada pelo corporativismo arbitral, muito mais agora e desde quando foi colocado fontelas gomes na presidência dos árbitros, um pequeno títere que de uma forma descarada, consciente e premeditada, se tem mostrado um zeloso serviçal da pandilha corrupta da fruta e dos chocolatinhos acantonada no Freixo, à Inbicta.
O fantoche e sus muchachos não foram de modas e zás, logo que puderam, foram ao baú do Apito Dourado reabilitar alguma da corja das barracas de praia desse tempo tenebroso e também umas múmias apitadeiras como é o caso de isidoro rodrigues, um fulano a contas com a justiça fiscal, insolvências, falências e flostrias de toda a ordem, agora promovido a observador. O serviçal não o fez por menos e tomem-no lá nos corruptos-SLBenfica de ontem à noite. É a afronta, o gozo, a bandalheira. É a porcaria de outros tempos, numa enxurrada doida e imparável a vir à tona do futebol. Toda a merda arbitral a boiar novamente sob o jugo dos pintos corruptos. Um nojo!

Para este tipo de posturas não vejo outra solução que não aquela que em tempos, em machadês vernáculo se resolveu apelidar de pau-de-marmeleiro.
Só um levantamento geral de ordem diversa dos Benfiquistas é que poderá pôr cobro a tamanho despautério. E como referi, não é o Benfica que poderá mudar o rumo dos acontecimentos. São sim os Benfiquistas. Todos!

MAXIMUS VERMILLUS   

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

“NUNCA TANTOS DEVERAM A TÃO POUCOS”




A História do Grande Benfica de 60 fez-se com Homens extraordinários. Homens simples, anónimos, que pela sua paixão, pelo seu amor, pela sua dedicação e sacrifícios ao Clube, marcaram indelevelmente uma época gloriosa de grande exaltação clubística. Uma época que foi sem qualquer dúvida e até hoje, a Época de Ouro do Glorioso Sport Lisboa e Benfica.

Os primórdios dos anos 60 do século passado continuaram a ser tempos difíceis para o nosso país tal como sempre tinha acontecido nas décadas anteriores, mas também foram tempos em que começaram a soprar notoriamente ventos de mudança – política, social e culturalmente. Portugal foi confrontado com o início da Guerra Colonial acompanhado de uma crescente contestação, através mesmo de acções armadas avulsas – assalto ao paquete Sta. Maria – e outras, em relação às políticas adoptadas que o regime autoritário e ditatorial, liderado por Salazar, impunha pela força e pela mordaça.

Esta obra - RUTH – cinematográfica, uma longa-metragem baseada em factos verídicos, é acima de tudo um documento extraordinário que retrata fielmente esses tempos de um país orgulhosamente só e isolado não só da Europa livre e democrática, como também das grandes potências de então – os EUA e a URSS. Caracteriza também a sociedade portuguesa à época, com destaque para o seu mundo futebolístico. E é este mundo de paixões, sempre em grande ebulição nas suas rivalidades, que serve de base a toda a essência do filme – a luta titânica entre os dois principais clubes de Lisboa para garantir como jogador de futebol um rapazinho negro, apelidado nos meios desportivos de Lourenço Marques, hoje Maputo, capital de Moçambique, de “pérola do Índico”. Esse fabuloso rapazinho, com um talento extraordinário para o futebol, era Eusébio, mais tarde conhecido pelo “pantera negra” e por fim, internacionalmente consagrado como o “King”, ficando para a história do desporto nacional como o maior futebolista português de todos os tempos.

Por ironia do destino não me foi possível ver o filme aquando da sua estreia nos cinemas, em Maio do ano passado, mas recomendado por um grande Benfiquista fui alertado para a sua edição em DVD o que me permitiu adquiri-lo, visionando-o na tranquilidade e conforto do lar. O momento, delicioso, pleno de humor, prolongando-se por 100 minutos imperdíveis de uma história intensa, rica em pormenores, trouxe-me um novo alento, aqueceu a minha alma rubra e preencheu todos os cantos do meu coração benfiquista, obrigando-me a rever a obra logo no dia seguinte.

E de entre todo o Benfiquismo que o filme transpira, o que mais me sensibilizou, foi a vontade, o empenho, a arte e o engenho de um punhado de Benfiquistas, a maioria deles adeptos simples, anónimos, dos mais diversos extractos sociais e classes profissionais, comungando todos de uma extraordinária união e que perante as dificuldades e obstáculos impostos pela élite desportiva dirigente dominante e pelos políticos de então, todos afectos ao seu rival de sempre, conseguiram em diversos e hábeis volte-faces, surpreender o poder instituído que tentou tudo por tudo para que Eusébio nunca viesse a envergar a camisola vermelha dos papoilas saltitantes. Muito embora já tivesse lido muito sobre o tema, esta belíssima obra que é um hino e uma homenagem ao Benfiquista Autêntico, ao nosso “soldado desconhecido”, trouxe novas facetas desses muitos episódios que para lá de serem um testemunho fantástico da grandeza e da glória do Benfica, mostram que a simplicidade, a militância e a sagacidade dos seus adeptos são e serão sempre um bem inestimável que urge preservar e cultivar, especialmente pelas gerações mais novas que nem sequer imaginam as dificuldades por que passaram os Benfiquistas dessa época e de outras ainda bem mais recentes para que o Sport Lisboa e Benfica seja o colosso desportivo e futebolístico que é hoje.


O meu sincero desejo é que RUTH – nome de mulher e curiosamente de um código que durante um tempo precioso foi indecifrável para o inimigo - como história verídica ideal na mais pura acepção do Benfiquismo militante, sirva de exemplo a muitos daqueles que quer por ambição, vaidade pessoal ou outros desígnios, se atrevem a beliscar e a delapidar o património material e imaterial do Sport Lisboa e Benfica, lançando vaias, criando suspeições, criticando por tudo e por nada, tentando lançar outra vez o Clube na anarquia e na guerra civil. A esses, recomendo-lhes vivamente que vejam e revejam o filme, que será sempre aquilo que eu e muitos da minha geração e de gerações anteriores e posteriores próximas, aprenderam há muito tempo – “Ser do Benfica”!

“NUNCA TANTOS DEVERAM A TÃO POUCOS”!

Mário Tavares de Melo
Talhante, delegado do Sport Lisboa e Benfica em Lourenço Marques
Albertino Malosso
Talhante, sócio de Mário Tavares de Melo
Abel
Funcionário dos CTT em Lourenço Marques
Major Rodrigues Carvalho
militar em Lourenço Marques e Benfiquista
Abreu
funcionário dos CTT, telefones, Lisboa
“Vizinho do Hilário”
Benfiquista anónimo
Domingos Claudino
Director do Benfica
Gastão Silva
Director do Benfica
Martins da Cruz
Advogado do Benfica
Catarino Duarte
Futuro presidente e sócio benemérito do Sport Lisboa e Benfica
Maurício Vieira de Brito
Presidente do Sport Lisboa e Benfica


… E que me perdoem aqueles dos quais me possa ter esquecido!

Parabéns ao jovem realizador António Pinhão Botelho e à argumentista, sua senhora mãe, D. Leonor Pinhão.
Parabéns a todo o elenco e a todos os que trabalharam nesta obra.

UM GRANDE FILME!



NOTA

À atenção da Direcção do Sport Lisboa e Benfica e seu Presidente Luís Filipe Vieira

Esta obra deveria ser exibida em todas as Casas do Benfica, em Portugal e no Mundo, uma vez, todos os anos.

A BTV deveria obrigatoriamente passar RUTH nas suas emissões, 4 vezes por ano durante 10 anos.

Todos os atletas do Benfica deveriam ser obrigados a ver RUTH, pelo menos uma vez.

Todos os Benfiquistas deverão ver este filme uma vez na vida.


MAXIMUS VERMILLUS