sábado, 29 de junho de 2024
quinta-feira, 27 de junho de 2024
O TOLINHO DOS ESTATUTOS
“Estatutos são estatutos, cognac é cognac”.
Alapado no seu chaise longue forrado a serapilheira, Berto bufava como uma tarântula vermelha mexicana destilando fortes vapores etílicos ao mesmo tempo que balbuciava repetidamente essa sua célebre frase.
Com os seus reduzidos neurónios já gastos, rarefeitos e encharcados, embrenhado em confusos e ininteligíveis pensamentos, o maluquinho dos estatutos lá continuava absorvido nas suas estatísticas fastidiosas, agarrado a um passado longínquo completamente desfasado da realidade actual, evocando as suas já estafadas historietas de antanho, como se fosse o último abencerragem da era da foice e do martelo e da estrela amarela de Che Guevara.
No seu clube em constante progresso, com um futuro próspero, sempre na liderança em relação às tecnologias de ponta e aos métodos inovadores em toda a área desportiva, social, comercial e financeira, pelas vitórias, glória e grandeza reconhecidas em todo o mundo, tão bem interpretadas por uma diáspora gloriosa em contínua divulgação de um evangelho único, não poderia faltar alguém que no seu pulso para além de uma fina tira de cabedal oferecida por uma vidente de renome na praça, tivesse um relógio com os ponteiros a rodar ao contrário do tempo – o bota-de-elástico genuíno, o “Berto dos estatutos”.
"Aqui d’el rei" que na nossa agremiação centenária, hoje, tudo está mal a começar pelos ditos cujos. O pregador da “moral” e dos “bons costumes”, evocando tempos de outrora, parado no tempo, inadaptado às exigências de um quotidiano voraz em que as decisões têm de ser tomadas em tempo recorde e consequentemente alvo de um escrutínio imediato e cruel, na maioria das vezes interpretadas ao sabor dos interesses obscuros ou de um inimigo bem identificado, quase que passa para o outro lado da trincheira transformando-se num colaboracionista inconsciente.
Cada vez mais as grandes organizações através das suas lideranças circunscritas a meia-dúzia de elementos altamente qualificados, estão em constante evolução e adaptação, com uma visão explícita e bem definida, regendo-se pelas suas estratégias, pelos objectivos traçados num prazo de tempo, por vezes muito limitado e avaliadas pelos resultados obtidos e não por palavras de ordem ou manobras subversivas de meia dúzia de out siders manipuladores de massas acéfalas, que com o jogo a meio pretendem mudar as suas regras numa busca desenfreada por um poder que essas lideranças conferem. Para isso, e nestes casos especiais das agremiações desportivas existe um escrutínio periódico em que todos podem participar através do voto.
No mínimo é curioso ver como vários esquizofrénicos se dedicam a este exercício espúrio de contestar tudo e todos, dia sim, dia não, minando a própria agremiação por dentro.
Absolutamente
incrível.
E o mais cómico desta animação metafórica é aquele pequeno diabinho vermelho com os seus cornichos arrebitados e a cauda a abanar, sentado no ombro do Berto, de perna traçada, com ar de mauzão e forquilha em riste a dizer-lhe:
- “depois de tanto cognac no teu dia-a-dia, nunca imaginaste no mal que esse excesso te faria”.
Mesmo assim, de bóina basca enfiada até às orelhas e de fones arrolhados nos ouvidos absorvendo o talento musical de um grande compositor de clássicos, lá ia o tolito em passo apressado, qual profissional das assembleias gerais, com um rol de propostas de novos estatutos debaixo do braço, arengando e repetindo a espaços a inesquecível cassete dos tempos revolucionários em que a arruaça era lei e a democracia que hoje tanto apregoa era jogada para o caixote do lixo – “o povo, unido, jamais será vencido”!
Desde aqueles tempos tumultuosos em que até um garrafão partido foi postado em cima de uma mesa de conferência de imprensa decorada com uma bandeira vermelha gravada com um dos maiores e mais amados símbolos de Portugal, respeitado na Europa e no Mundo e que ainda muitos viram nas tv’s de então, o poder nunca mais poderá cair na rua!
MAXIMUS VERMILLUS
domingo, 16 de junho de 2024
OS GLORIOSOS MANÍACOS DAS ASSEMBLEIAS-GERAIS
O presidente do Benfica, Rui Costa e a respectiva Direcção foram eleitos e legitimados por uma maioria significativa de sócios para este mandato que ainda decorre e só por isso deveriam merecer de todos os intervenientes e participantes no evento de ontem, o maior respeito que é devido a quem conduz o destino de tão grande instituição como é o Sport Lisboa e Benfica.
Curiosamente, a CS anti-Benfica empenhada numa desestabilização contínua e canalha ao SL Benfica, arreganhou a dentuça criando um clima de cortar à faca, acicatando ainda mais todos os oposicionistas à gestão dos actuais Corpos Gerentes do SL Benfica, especialmente à liderança do seu Presidente, lançando insinuações e especulações sobre assuntos mencionados na Auditoria Forense que todo o mundo reclamava e que afinal foi como uma montanha a parir um rato – “em jeito de conclusão desta Auditoria Forense, percorridas as 4 dimensões de análise descritas e analisadas as volumetrias de informação referidas, e não obstante as deficiências identificadas e explicadas ao longo deste relatório, não identificámos nenhuma situação ou particularidade em que a SAD tenha sido directamente lesada por qualquer um dos seus representantes”.
A canzoada, ávida pela divulgação da AF, entrou em profunda depressão após as conclusões finais acima referenciadas textualmente.
Como não houve ilegalidades nem algo que lesasse a SAD do SLB, passou-se ao capítulo seguinte, assinalando “imoralidades, más práticas, negócios obscuros, ininteligíveis” que estrategicamente se prolongaram nas intervenções dos associados na reunião magna da tarde, misturadas com afrontas ao Presidente, algumas em asquerosas abordagens e recados ressaibiados bem amanteigados com sabor a ranço. A ralé insana invectivava Rui Costa, clamando “demissão!” “demissão!”, sem querer sequer ouvir o que o presidente tinha para dizer no seu discurso. Por agora, a auditoria para esta corja, deixou de ter importância. Já não presta. Seria o mote da reunião se tivesse incriminado os visados.
O Sport Lisboa e Benfica nasceu em Lisboa, mas hoje é de Portugal e do mundo inteiro. Que o diga a nossa Diáspora!
É certo e sabido que as grandes metrópoles são de há muito os grandes pólos da cultura, da ciência, do conhecimento, do progresso e desenvolvimento económico e social, do saber, do lazer, do turismo, do desporto, mas também são pródigas na proliferação de uma densa escumalha de grupelhos de criminosos, marginais, delinquentes, vadios, oportunistas, parasitas e outras excrescências purulentas resultantes de assimetrias sociais e económicas a que urge pôr cobro. Actuam nos mais diversos sectores da sociedade, cometendo ilegalidades, funcionando como agitadores, muitas das vezes manipulados por individualidades pardacentas cujos desígnios obscuros, começam a ser bem definidos e evidentes quando de trata de alcançar o poder em instituições políticas, sociais, desportivas e outras, visando o enriquecimento fácil e os privilégios que esse mesmo poder pode oferecer.
Lisboa não foge à regra. E o Sport Lisboa e Benfica, como grande instituição que é – uma das maiores, se não a maior do país – muito embora seja uma agremiação desportiva, hoje inclusive, com uma componente social muito significativa através da sua Fundação, e cujo “cuore” é o apetecível e mediático futebol, desperta entre muitos ambiciosos sem escrúpulos uma voracidade indescritível.
Que
eu saiba, o nosso presidente, legitimamente eleito não tem vencimento, nem prémios!
Os maníacos de hoje das assembleias-gerais, muitos deles saudosistas de um tempo em que a arruaça e as palavras de ordem impunham a sua lei, resquícios de um tempo muito perigoso e turbulento em Portugal, em que valia tudo menos a Lei e a Ordem, já tinham começado a esfregar as mãos, apregoando a já célebre e gasta “democracia de pacotilha”, “liberdades de expressão” e “a voz dos sócios”. Sinceramente, são uns fulaninhos que não têm emenda. Mal estaria uma instituição ou uma empresa que funcionasse com assembleias-gerais das do tipo que decorrem nas agremiações desportivas, especialmente futebolísticas, neste caso com 5.000 associados num universo de quase 300.000! E ainda faltam todos os outros, os que seguem com muito sacrifício do seu próprio bolso e lutam pelo Benfica em qualquer lugar, amando-o e seguindo-o somente por uma paixão sem limites e que esses sim, são MILHÕES. Digo e repito. MILHÕES! Felizmente que tudo isto vai mudando, mas cá dentro, neste canto onde a demência ainda tem uma acentuada prevalência, cá andam esses pascácios em busca de protagonismo. Infelizmente no Benfica essa regra ainda vigora e vigorará até ao dia em que chegará alguém que coloque esta gentalha com a mania do associativismo barato, no seu devido lugar e os reduza à sua insignificância, desmascarando-os de cima a abaixo. É que pela Europa fora actual e em relação aos grandes potentados futebolísticos, quem manda são os donos do dinheiro. Aqueles que investem milhões e milhões. Não aqueles que se julgam e que apregoam “o clube é nosso”!
Não vou falar em Noronhas, Benítezes, Adões & Evas e demais mendonças e amanteigados ressaibiados. Nas eleições e aí é que a Democracia é a valer, veremos quem irá dar a cara e mostrar (se mostrar) todas as incongruências e incoerências que são mais do que patentes – falar quando o Benfica perde ou dizer “nunca mais” quando apesar de uma roulotte de bifanas de propaganda barata, a derrota ter sido por demais evidente, mas que sorrateiramente se vão chegando outra vez à frente, já são filmes mais que vistos e revistos.
Mas a bojarda da tarde não se fez esperar.
“Não normalizem a
derrota”!
Quem no Benfica, ou sendo Benfiquista aceita esta infeliz máxima de ocasião?
Se esta expressão, apelativa para fisgar o Presidente, foi pensada e maturada durante o tempo em que foi escrito um discurso absolutamente medíocre e de ataque pessoal, direi que é muito mais fácil para qualquer orador, mesmo um qualquer fala-barato, imaginar-se sentado numa hipotética cadeira de sonho e gritar alto e bom som, “Viva o Benfica!”.
MAXIMUS VERMILLUS
quinta-feira, 13 de junho de 2024
QUE “BOSCH” TÃO MAL FEITINHO!
Até a minha amiga Cacilda das courelas de Pentilhosa do Mato tinha feito muito melhor neste play-off das meias-finais!
Tanta
verborreia, tanta provocação, tanta ordinarice, tanta violência, tanta pornografia
barata que de um “bosch” tão mal feitinho, surgiram nas arrojadas cenas finais,
seis encavadelas do melhor que se pode pedir a um filme hard core. Foi mesmo com tudo!
A bela Nicolette, também conhecida pela “Boquinha de Veludo”, a invencível campeã do meu bairro, adepta fanática das boas stickadas, ao ver as cenas de hoje no pavilhão da Luz, ficou desiludida ao assistir a um “bosch” tão grosseiro e tão descolhambado a enfardar como nunca se viu. Foi sempre a aviar!
É
que nem deu para o bochecho nem para o gargarejo. Foi só enfardar! Técnica,
zero!
É que isto de “boschs” tem muito que se lhe diga… mas com estas tristes performances, todo este tipo de crápulas que há anos vicia e emporcalha uma modalidade que cada vez mais parece uma guerrilha suja, cheia de jogadas baixas, truques e falsidades, terá mais tarde ou mais cedo de se dedicar a outras artes. Por exemplo, actuar com todos os matadores num Calor da Noite qualquer.
Sigamos
para a finalíssima!
MAXIMUS VERMILLUS
segunda-feira, 10 de junho de 2024
Buzina Landis, perante o TRI…gésimo do Benfica!
Não tenho a memória curta!
Em 21 de Outubro de 2022, um bardamerdas que vomita fel e ódio ao Sport Lisboa e Benfica publicou no seu Twitter esta imagem abaixo, mostrando uma tarja abjecta insultando o Benfica, colocada num viaduto de uma estrada sobre uma via da Inbicta Corrupta.
Estupidamente, este morcão raivoso azul e bronco num momento vergonhoso e de destrambelho completo mostrou a todo o mundo a cultura de um grémio que só sabe insultar, marrando a torto e a direito no Maior de Portugal.
Mas esta cultura bastarda propaga-se como uma peste por tudo o que veste o padrão às riscas azul e branco das barracas de praia. Neste play-off final de basquetebol, as transmissões do portocanal e os seus cUmentadeiros, morcões fanáticos sem vergonha nos focinhos, escolhidos a dedo de dentro duma escumalha de ratazanas cegas que deambula pelos submundos da Inbicta Corrupta, foram um descalabro de parcialidade e canalhices. A RTP 2 não lhes ficou atrás. Outro nojo completo, nos comentários, nas análises aos lances, numa sequência de bacoradas transformando as transmissões em chafurdos anti-Benfica do piorio.
Mas naquele grupo que desesperadamente tentava por todos os meios travar a classe, a competência e a supremacia da equipa de basquetebol do Benfica, para lá do tal “landis”, lançado em desespero de causa, também houve outros que se comportaram como autênticos cães-de-fila, especialmente no 2º jogo do play-off. Nem vale a pena citar aqui os seus nomes pois os seus fácies após cada cesto conseguido indiciavam e de que maneira a descabelada obsessão anti-Benfica. A arbitragem também foi complacente perante uma constante agressividade à margem das leis dos morcões azuis e broncos, mas não o suficiente para fazer apear os Papoilas Saltitantes que numa demonstração de grande empenho, serenidade, talento e cabeça-fria, trouxeram a decisão final para a Luz.
E fez-se Luz, logo neste 3º jogo do play-off final. Difícil, com uma exibição que bastou para arrumar todos os “max landis” deste mundo.
Ajoelhem morcões, que o Sport Lisboa e Benfica vai a passear… o TRI…gésimo!
MAXIMUS VERMILLUS